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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Jeito Rebelde - 10º capítulo


Abertura:



Onde Você Está?
CENA I
(Arthur) O que você faz aqui, Lua?
(Lua) Você está bêbado?
(Arthur) E o que isso te importa, indecisa?
(Lua) O que aconteceu com você? Não me disse que bebia...
(Arthur) Eu não tenho a o-obrigação de te contar t-tudo.
(Lua) Que decepção, viu?! 
(Arthur) VOCÊ NÃO SABE O QUE Q-QUER, GAROTA!
(Lua) GRITA! GRITA! GRITA MAIS ALTO, SEU BÊBADO! INCOMPETENTE! EU NUNCA TINHA QUE TER DEIXADO UCKER POR VOCÊ!

(Arthur) É MESMO? OLHA ALI NA PORTA ENTÃO! EU ACHO QUE ELE TAMBÉM TE TROCOU!
Lua se virou e viu Ucker entrando abraçado com Any na balada.

CENA II
(Poncho) Adorei ter ficado com você, gata! Agora tenho que ir! Me liga, tá!
(XxX) Tá bom!
Poncho foi para o balcão e sentou.
(Euge) Olá, Poncho!
(Poncho) Euge! O que você faz aqui?
(Euge) O mesmo que você! Sentiu minha falta?
(Ponxho) Na boa? Não senti! Como você teve coragem de fazer aquilo?
(Euge) Aquilo o quê?
(Poncho) Não vai dizer que você não é a 'Loira Selvagem'...
(Euge) Então quer dizer que você lê o blog...
(Poncho) Todos leram! Você é uma mentirosa! A Any nunca faria isso comigo.
(Euge) A Any já tá com outro, lerdo!
(Poncho) Claro que não! A Rochi me enviou uma mensagem dizendo que ela tava mal.
(Euge) Então ela arrumou alguém agora. Olha lá!
Poncho se virou e viu Any entrando abraçada com Ucker na balada.

CENA III
(Any) Nossa! Até que essa balada não é tão mal!
(Rochi) Eu não acredito que eu estou numa balada enquanto meu namorado está internado no hospital.
(Any) Rochi, esqueça os problemas pelo menos por uma noite!
(Ucker) A Any tem razão! Vamos nos divertir!
(Lua) Quem é ela, Ucker?
(Poncho) Quem é ele, Any?
(Any e Ucker) O que você tem com isso?
(Poncho) [puxando Any pelo braço] Precisamos conversar!
(Lua) Nós dois também!
(Rochi) Eu vou andar por aí!
(Euge) Não! Eu quero conversar com você!

CENA IV
(Poncho) Any, como você me explica isso?
(Any) Eu não te devo explicações! 
(Poncho) Eu pensei que a gente tivesse alguma coisa.
(Any) Quer dizer que você pode se divertir, sair com outras garotas e eu não?
(Poncho) O-oras...
(Any) Você é rídiculo, garoto! Me deixa!

CENA V
(Lua) Ucker, o que está acontecendo? Você acabou de fazer a maior cena na minha casa!
(Ucker) Lua, você não sabe o que quer!
(Lua) Vocês me deixam confusa! Me magoam, mentem pra mim, me forçam a fazer escolhas que eu não quero.
(Ucker) Eu não sei o que aconteceu com você nos últimos dias, mas não estou te reconhecendo. Onde está a garota que não chora, a garota de atitude, a garota que manda no pedaço, onde está? Onde está você, Lua?
(Lua) Você acha que-que eu me perdi?
(Ucker) Eu não acho! Tenho toda a certeza! 

CENA VI
(Rochi) O que você quer conversar comigo? Eu nem te conheço!
(Euge) Pode me chamar de Euge! Quem é aquele que estava com a Any?
(Rochi) Um amigo.
(Euge) Mas só um amigo?
(Rochi) Sim, só um amigo.
(Euge) Calma! Você é a menina que o namorado levou um tiro, não é?
(Rochi) E você é a garota que o Poncho usou para esquecer a Any, não é?
(Euge) Não repita isso de novo, garota! 
(Rochi) Então vai cuidar da sua vida e deixa a dos outros em paz! 
Rochi foi pra longe de Euge.
(Euge) Ninguém fala assim comigo! 
Euge tirou o celular da bolso e tirou uma foto de Rochi sem que ela percebesse.
(Euge) Será que seu namorado vai gostar de saber que enquanto ele estava no hospital você curtia a noite em uma balada?

CENA VII
(Poncho) Eu não vou te deixar! Sabe por quê? Porque eu te amo!
Poncho puxou Any pelo braço e a beijou.
(Any) Para!
(Poncho) Vai me dizer que você não quer?
Poncho beijou Any novamente.
(Any) Não faça isso comigo.
(Poncho) Não há porque resistir, Any. Você não é assim.
(Any) Como eu sou então?
(Poncho) Meiga [ele dá um beijo nela] Sorridente [ele dá um beijo nela] Vaidosa [ele dá um beijo nela] Frágil...
(Any) Eu não sou assim.
(Poncho) Sim! Você é! Só se perdeu! Onde está você, Any?
(Any) Se é isso que você quer... Aqui estou eu! [ela o beija]

CENA VIII
No hospital...
(Médico) Senhora Dalmau, trago más notícias pra você.
(Mãe de Gas) Ai, médico! Não me diga que o Gas entrou em coma de novo.
(Médico) Felizmente não é isso.
(Mãe de Gas) Então o que foi?
(Médico) Senhora, como você sabe, é muito difícil sair de um coma sem nenhuma sequela...
(Mãe de Gas) Não enrola, médico! Fala logo o que aconteceu com o meu filho!
(Médico) Bom, seu filho perderá o movimento das pernas.
(Mãe de Gas) O quê?
(Médico) Seu filho ficará paralítico.


Continua...

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Jeito Rebelde - 9º capítulo


Abertura:



Segundas Intenções
CENA I
(Rochi) [voltando pra sala] Any, você naõ vai acreditar na notícia que a mãe do Gas me deu!
(Any) [séria] Por que tem uma foto do meu pai na sua casa, Rochi?
(Rochi) Hã? Foto do s-seu pai?
(Any) Isso mesmo! Eu achei a foto do meu pai aqui.
(Mãe de Rochi) Olá, men-... [tomando a foto da mãe de Any] O que você faz com essa foto?
(Any) Esse é o meu pai! 
(Mãe de Rochi) V-você é a A-Any?
(Rochi) Mãe, ela é minha amiga, esqueceu?
A mãe de Rochi saiu da sala com os olhos cheios de lágrimas e foi para o seu quarto.
(Any) O que aconteceu com ela?
(Rochi) N-não sei... Eu também não entendi.
(Any) Rochi, quando sua mãe estiver melhor eu vou querer uma explicação sobre aquela foto.
(Rochi) Já sei! Esa foto veio da sua casa.
(Any) Da minha casa?
(Rochi) Uma vez que eu fui fazer trabalho na sua casa, ela veio junto e e-eu esqueci de devolver.
(Any) Eu não estou lembrada...
(Rochi) É que faz muito tempo. Posso te contar sobre o Gas?
(Any) Claro! Deixa eu só pegar umas malas que estão do lado de fora.

CENA II
Arthur saiu da casa de Lua com muita raiva e foi para o centro da cidade. Entrou na primeira casa noturna que viu pela frente. O som era muito alto, a música animada e a casa estava cheia. Ele sentou no balcão e pediu uma bebida.
(Arthur) Me dá o mais forte.
(Balconista) O quê?
(Arthur) O MAIS FORTE, CARAMBA!
(Balconista) É pra já!
(Poncho) Calma, cara! O balconista não tem culpa dos seus problemas.
(Arthur) Quem é você pra falar alguma coisa?
(Poncho) Meu nome é Alfonso, mas pode me chamar de Poncho. 
(Arthur) Eu preciso beber alguma coisa, meu! Que saco!
(Poncho) Mulheres?
(Arthur) Você também?
(Poncho) Pior que sim... 
(Arthur) Como elas conseguem? Elas são muito confusas.
(Poncho) Quando acontece isso eu venho aqui pra esfriar a cabeça.
(Balconista) Sua bebida tá aqui, nervosinho!
(Arthur) Foi mal, cara! Cheguei estressado! Obrigado!
(Poncho) Você bebe?
(Arthur) Só quando fico estressado.
(Poncho) Mas isso não faz bem.
(Arthur) Vai dizer que você não bebe também?
(Poncho) Eu não preciso da bebida pra fugir dos meus problemas!
(Arthur) E como você esfria a cabeça aqui?
(Poncho) Venho dançar, fico com outras mulheres...
(Arthur) Hum... entendi o seu jogo. E aí? Que horas ele começa?
(Poncho) Pode ser agora?
(Arthur) Posso participar?
(Poncho) Só se for agora!

CENA III
Lua voltou para o seu quarto, mas não conseguiu dormir. Ligou o notebook e foi para a página da universidade. 
(Lua) Não é que o site da universidade é bacana mesmo?! A TV não mente, viu?! Deixa eu ver o que tem... Balada da Noite? Hum... Quero ler!
Nesta sexta a balada fica no meio do centro da cidade. Todos vocês que conseguiram vaga na universidade estão convidados. Não deixem de comparecer.
(Lua) Interessante... Acho que vou dar uma passadinha lá!
Ela se levantou e foi se arrumar.

CENA IV
Ucker dirigia o carro na rua onde Rochi morava. Como a rua estava escura, era difícil enxergar alguma pessoa. Quando ele foi fazer uma curva por pouco não atropelou Any.
(Any) CUIDADO, RODA DURA!
(Ucker) EI! PRESTA ATEN-... Any? É você?
(Any) Ucker!
(Rochi) [na porta de casa] ANY, TÁ TUDO BEM? EU OUVI UM GRITO.
(Any) TÁ TUDO BEM SIM, ROCHI!
(Ucker) [saindo do carro] Nossa, que saudade!
(Any) [abraçando Ucker] Eu não te vejo desde o primário. Como me reconheceu?
(Ucker) Você não muda, né?! (rsrs)
(Any) Você também não mudou muita coisa. O que faz por aqui?
(Ucker) Estou procurando um lugar hot para dançar e esquecer todos os problemas.
(Any) Sério? Também estou precisando.
(Ucker) Quer ir comigo? Você aproveita e me conta o que aconteceu durante esse tempo que ficamos longe. 
(Any) Ótima ideia! Posso chamar uma amiga?
(Ucker) Claro! Estou precisando de companhia.
(Any) E a minha não serve?
(Ucker) Você é como uma irmãzinha pra mim, Any! Não vale.
(Any) Ah tá! Você tá com segunda intenções, né?! Mas pode ir tirando o cavalinho da chuva que ela é comprometida.
(Ucker) Eu não ligo pra compromissos. Vamos antes que balada da universidade acabe.
(Any) Da universidade? Eu também tô na universidade.
(Ucker) Que notícia boa! 
(Any) Vou me trocar e já volto! Espera aí, tá?!
(Ucker) [rsrs] Vai lá, Any!

CENA V
(Mãe de Euge) Filhinha, pra onde você vai?
(Euge) Mãe, já te falei que estou indo pra balada da universidade.
(Mãe de Euge) Que legal! Posso ir?
(Euge) Claro que não, né?! Imagina eu chegando na balada com a minha mãe do lado! Que mico!
(Mãe de Euge) A gente não precisa chegar juntas, filha.
(Euge) E o pai?
(Mãe de Euge) Ele está no escritório cheio de negócios pra resolver!
(Euge) Então se troca logo que eu não tenho todo o tempo do mundo.
CENA VI
 A balada da universidade era a mesma que Poncho e Arthur estavam.
(Arthur) E aí, Poncho? Quantas?
(Poncho) O Ponchinho aqui já pegou cinco, e você?
(Arthur) Aquela ali foi a quarta... ou a quinta?
(Poncho) Mano, você tá doidão! Dá próxima vez eu não deixo você beber.
(Arthur) Vai me controlar agora? Tá pior que namorada, hein?!
(Poncho) Espera aí que tem uma gatinha ali que não para de olhar pra mim.
(Arthur) E aquele olhar é de segundas intenções, hein?! V-vai lá e aproveita!
Poncho foi atrás da garota. Arthur olhou pro lado e viu que tinha uma garota dançando de costas pra ele. Ele foi se aproximando e cochicou no ouvido dela:
(Arthur) E aí, gatinha?! Tá a fim de partir pra segundas intenções?
(XxX) [dando um tapa na cara dele] Me respeita, canalha! Bêbado!
(Arthur) Foi mal, loirinha! foi só uma perg-... Pera aê?! Eu te conheço, não?
(Lua) Arthur? É você?

Continua

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Jeito Rebelde - 8º capítulo


Abertura:

Feridas do Passado
CENA I
(Pai de Any) Eu não entendi o que você disse.
(Rochi) Eu repito. A Any não vai!
(Pai de Any) Quem você pensa que é, garota?
(Rochi) Eu sou a filha da mulher que você fez de amante há alguns anos atrás, lembra?
(Pai de Any) [segurando firme o braço de Rochi] Não ouse a falar isso de novo!
(Rochi) Por que não? Você acha que isso vai machucar a mãe da Any? Vai machucar a própria Any? Saiba que isso me machuca também! Aquela cena de quando eu tinha 13 anos... Estava voltando pra casa e quando olho para o jardim, vejo a minha mãe com outro homem. Você não sabe como isso doeu em mim. 
(Pai de Any) [soltando o braço de Rochi] É...
(Rochi) Eu não terminei! Bom, eu sabia que tinha alguma coisa errada... Mas você me chantagiou. Sabia que minha mãe odiava que eu andasse com outros meninos naquela idade e você me flagrou aos beijos com o Gas. Quando eu disse que iria contar para o meu pai, você ameaçou contar para minha mãe sobre o que tinha visto. Eu me calei e... E guardei essa cena dentro de mim.
O pai de Any sentou na cadeira do escritório, abaixou a cabeça e começou a chorar.
(Pai de Any) Eu... eu me arrependo de tudo isso...
(Rochi) E-eu não queria te f-fazer chorar.
(Pai de Any) [enxugando as lágrimas] Não estou chorando, foi s-só um cisco que caiu no meu olho. [ele ficou em pé e caminhou em direção a Rochi] Eu acho que você me venceu. Se eu contar para a sua mãe sobre o seu namorinho adolescente, ela não vai fazer nada, né?! Mas se você contar o que sabe, vai acabar com a minha família e com... com a minha vida. Eu só te peço que não conte nada para a Any e cuide dela. Trate-a como se fosse sua irmã.
(Rochi) Eu já faço isso. 
(Pai de Any) Onde ela vai ficar?
(Rochi) Na minha casa. 
(Pai de Any) Ok! Ela fica. 
Rochi saiu do escritório lentamente sem falar nada.

CENA II
Depois do que aconteceu na lanchonete, Lua ficou o dia inteiro trancada no quarto. Ela olhou no relógio e viu que era tarde. Depois de tomar um banho, decidiu ir tomar um copo de leite para dormir. Ela foi na cozinha, encheu um copo de leite e quando começou a beber, a campanhia tocou. Ela foi abrir a porta.
(Lua) [deixando o copo cair] Ucker?!
(Ucker) [com um buquê de flores na mão] Eu mesmo!
(Lua) É-é... Você sabe quantas horas são? Já é muito tarde!
(Ucker) Nunca é tarde para amar.
(Lua) E-eu não posso deixar você entrar.
(Ucker) Eu só quero mesmo te entregar isso...
(Lua) [pegando o buquê rapidamente] Obrigada!
(Ucker) Você não pode me dar um abraço?
(Lua) Só um abraço e você depois vai embora.
Ucker dá um longo abraço em Lua.
(Arthur) Mas o que está acontecendo aqui?

CENA III
No hospital, a situação de Gas e da mãe dele tinham sido controladas.
(Mãe de Gas) Doutor, tem certeza que meu filho está bem?
(Médico) Eu não vou esconder nada de você...
(Mãe de Gas) Assim eu fico assustada. O que aconteceu?
(Médico) Bom, na verdade nem eu sei explicar. Depois que os batimentos cardíacos de seu filho foram controlados, ele saiu do coma... [com um lágrima escorrendo no rosto] Como um milagre.
(Mãe de Gas) [começando a chorar] Eu não acredito. Obrigada, meu Deus! Eu preciso visitá-lo, médico.
(Médico) [enxugando a lágrima escorrida] Ok! Mas ele ainda está desacordado.
(Mãe de Gas) Não tem problema.

CENA IV
Naquela mesma noite, Any tinha acabdo de chegar na casa de Rochi.
(Any) Eu não entendo como você convenceu o meu pai, Rochi.
(Rochi) Ah, isso não importa! O importante agora é que você está aqui e juntas somos invencíveis.
(Any) Isso mesmo! Juntas podemos resolver os nossos problemas sem complicações.
(Rochi) Por falar em problemas, esqueci do Gas. Eu tenho que ligar pro hospital.
Rochi foi para seu quarto e Any ficou sozinha na sala. Ela começou a observar as fotos que tinha na sala da casa de Rochi. Um quadro com a foto de Rochi mais nova chamou sua atenção.
(Any) [pegando o quadro] Eu conheço o lugar onde essa foto foi tirada...
Quando Any foi colocar o quadro no lugar, percebeu que tinha um álbum lá. Ela colocou o quadro e pegou o álbum, mas sem querer, deixou ele cair no chão. Ao cair, uma foto saiu de dentro do álbum.
(Any) [pegando a foto] Por que tem uma foto do meu pai na casa da Rochi?

CENA V
(Lua) [surpresa] Arthur? Eu não vi você chegar.
(Arthur) Eu queria fazer uma surpresa.
(Ucker) Quem é esse cara, Lua?
(Arthur) E você? Quem é?
(Lua) Calma! Ucker, este é o Arthur, um amigo que eu conheci na universidade.
(Ucker) Amigo?
(Arthur) Amigo? Que eu saiba amigos não se beijam.
(Ucker) Vocês se beijaram?
(Arthur) Lua, você pode me explicar o que está acontecendo?
(Lua) [brava] Eu não! Por mim vocês dois que se acertem. Eu estou muito confusa e cansada pra falar com vocês! Fui! [Ela entrou e bateu a porta]
(Ucker) Olha, se voc-...
(Arthur) [sério] Não fala comigo!
Arthur saiu pisando forte e Ucker foi em direção ao seu carro. Já no quarto, Lua deitou na cama e abraçou o travesseiro bem forte.
(Lua) Por que só acontece isso comigo?

CENA VI
Poncho não tinha conseguido dormir e foi procurar alguma coisa na internet. Ao entrar em uma sala de bate-papo, encontrou alguns amigos online.
[Poncho diz]: E aí, rapaziada?!
[Amigo 1 diz]: Poncho! Quanto tempo, cara!
[Amigo 2 diz]: Estávamos conversando sobre você.
[Poncho diz;] Sobre eu? O que falavam de mim?
[Amigo 1 diz]: Não é possível que você ainda não saiba.
[Amigo 3 diz]: Fala aí, Poncho?! Que história é essa sua no Meninas Selvagens?
[Poncho diz]: Meninas Selvagens? Do que você estão falando?
[Amigo 2 diz]: Vou te mandar o link. Abre aí!
Poncho clicou no link que o amigo enviou e leu a postagem que a 'loira selvagem' fez.
(Poncho) Como ela teve coragem de fazer isso?




Continua

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Jeito Rebelde - 7º capítulo


Abertura:



Meninas Selvagens
CENA I
(Rochi) [chorando] Eu não fiz nada! Médico, ajuda ele! Ele não pode morrer! 
(Médico) Eu não entendo o que aconteceu.
(Rochi) [desesperada] Meu amor, acorda! Gas, não me deixa! Amor!
Rochi foi retirada da sala a força.
(Mãe de Gas) [preocupada] Rochi, o que aconteceu? Por que você está chorando?
(Rochi) Ele tá morrendo. O Gas tá morrendo!
(Mãe de Gas) Meu filho? Está morrendo?
A mãe de Gas não aguentou o impacto causado pela notícia que Rochi trouxe e desmaiou.

CENA II
(Lua) Arthur, você não pode me pedir isso!
(Arthur) Eu só quero que você escolha entre eu e ele.
(Lua) Você discordou da atitude do Ucker comigo e está fazendo o mesmo.
(Arthur) Lua, eu não sei se você lembra, mas eu disse que me apaixonei por você no primeiro instante que eu te vi. Garota, eu nunca senti isso antes na minha vida.
(Lua) Eu não sei o que fazer.
(Arthur) Eu sei que você sabe. E sei que você me quer, caso contrário me deixaria plantado aqui.
(Lua) Eu não faço isso com ninguém.
(Arthur) Tá querendo me dizer que fez isso para honrar os seus princípios?
(Lua) Arthur, você está me deixando mais confusa.
(Arthur) Lua, eu não quero te perder! Eu não posso te perder! 
(Lua) Você não vai me perder...
(Arthur) Então...
(Lua) Mas também não vai me ter. Eu preciso de um tempo. E um tempo sozinha.
(Arthur) [segura a mão dela] Tem certeza que é isso que você quer?
Lua não respondeu, apenas soltou a mão de Arthur e foi embora.

CENA III
Quando Euge chegou na mansão dos Suarez já era noite.
(Mordomo) Senhorita! Que bom que você chegou! Seus pais já estavam preocupados. Deseja alguma coisa?
(Euge) [ignorando o modormo] MÃE, CHEGUEI!
Euge foi direto para o seu imenso quarto, ligou o notebook e entrou no seu blog.
(Euge) Trouxe atualizações para você, Meninas Selvagens.
UMA NOITE COM PONCHO
Alfonso Herrera, ou como é popularmente, o Poncho me fez mais que feliz nas últimas horas. Como aquele garoto tem pegada! Fiquei de cara! Bom sei que nunca vocês poderão tê-lo como eu tive. Carícias e muitos beijos marcaram o momento. Sei que usar uma pessoa para esquecer outra não é legal, mas eu não pude evitar. Me desculpe, Ponchinho! Mas desculpa mesmo quem deve pedir é a ex do Poncho, a Anahí, ou pra quem preferir, Any. A garota mais antipática e fofoqueira do colégio e agora da universade armou o maior barraco ao encontrar nós dois na cama. Depois de ter quebrado tudo, a doida foi embora cheia de lágrimas nos olhos. Acho que ela demonstrou o desejo de se tornar uma menina selvagem, mas ainda não está pronta. Beijocas para vocês.
POSTADO POR: LOIRA SELVAGEM 17:22
(Euge) Ficou ótimo! Agora é só espalhar o link por aí. (rsrs)

CENA IV
A noite chegou e o pai de Any também.
(Any) Pai, eu gostaria de conversar com você.
(Pai de Any) Ok, filha! Mas não demore muito, pois temos que sair daqui logo.
(Any) É sobre isso que eu quero falar. Eu não vou.
(Pai de Any) Como assim você não vai? Eu já providenciei tudo e agora não tem como voltar atrás. 
(Any) Mas, pai, eu estou numa fase muito importante da minha vida. A minha juventude não pode ser destruída por um fracasso seu.
(Pai de Any) [aumentando o tom de voz] Anahí! Olha como você fala com o seu pai!
(Any) Pelo menos eu falo com você! E você, que nem para me dizer que tinha falido, que tinha perdido tudo e que se tornou um FRACASSADO! 
O pai de Any deu um tapa no rosto dela.
(Any) EU TE ODEIO!
Any subiu para o quarto. 
(Mãe de Any) Precisava daquilo?
(Pai de Any) Eu não sei! Não consegui segurar. Você viu como ela falou comigo?
(Mãe de Any) Eu acho que devíamos deixá-la aqui.
(Pai de Any) Nem pensar! Depois de tudo o que ela me disse eu não vou deixá-la mesmo! Ela vai e não se fala mais nisso!

CENA V
A mãe de Gas foi socorrida e ficou em observação após despertar do desmaio. Rochi ainda estava um pouco em choque, pois não tinha notícias de Gas desde a hora em que viu ele prestes a morrer. Ela pegou o celular e ligou para Any.
(Any) 'Oi'
(Rochi) 'Any, que voz é essa, amiga? O que aconteceu?'
(Any) [começando a chorar] 'Eu não posso mais, Rochi! Eu desisto! Fiz tudo o que podia fazer.'
(Rochi) 'Do que você tá falando? Do Poncho?'
(Any) 'Do Poncho, da universidade, dos meus pais, da vida...'
(Rochi) 'Não fala isso! Eu também estou passando por um momento muito difícil.'
(Any) 'É, sua voz não está das melhores... Como ele está?'
(Rochi) [começando a chorar] 'Eu quase o matei, Any! Quase o matei, acredita?'
(Any) 'Claro que não, amiga! Você não faria isso.'
(Rochi) [dá um longo suspiro] 'Eu preciso de você.'
(Any) 'E eu também preciso muito de você. Meus pais vão embora e vão me levar.'
(Rochi) 'Não! Você naõ pode me abandonar.'
(Any) 'Se dependese de mim eu não te abandonaria. Eu já fiz de tudo, mas o meu pai faliu e não tem como continuar. Adeus!' [ela desliga o celular]
Rochi guardou o celular, pegou sua bolsa e saiu correndo do hospital. 

CENA VI
Uma hora depois, ela chegou na casa de Any.
(Mãe de Any) Oi! Quanto tempo.
(Rochi) [ofegante] Olá. A Any não pode ir embora!
(Mãe de Any) Acalme-se! Entre!
(Rochi) Eu preciso ver a minha amiga. Ela está?
(Mãe de Any) Sim, está no quarto, mas...
Rochi entrou e foi direto ao quarto de Any. Ao entrar, viu que as malas da amiga já estavam prontas em cima da cama. Any tinha acabado de sair do banho e ainda estava de toalha.
(Rochi) [abraçando Any] Amiga!
(Any) Rochi! 
As duas sentaram na cama e começaram a chorar.
(Any) Eu não quero ir.
(Rochi) Então não vá!
(Any) Meu pai não deixa eu ficar.
(Rochi) Ele não pode te obrigar.
(Any) Já obrigou.
(Rochi) Mas e nós? E a nossa amizade?
(Any) Eu tentei, Rochi.
(Rochi) Agora é a minha vez de tentar. Onde está o seu pai?
(Any) No escritório, empacotando as coisas que vamos levar.
Rochi foi até o escritório em que o pai de Any estava.
(Rochi) Licença! Eu sei que você não gosta muito de mim e eu não gosto muito de você, mas eu não pude evitar e vim aqui assim mesmo.
(Pai de Any) O que você quer?
(Rochi) A Any não vai!

Continua